COACHING

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Fonte: revista Você S/A edição 0139 / Carreira - Coaching
- 05/01/2010

Orientação desde cedo

Passar por processos de coaching desde o primeiro emprego ajuda os jovens profissionais a ter mais autoconhecimento e tranquilidade para crescer na carreira


"Meu coach me ajuda a entender quais são os objetivos que quero atingir"

” Gabriela Massan, 22 anos, trainee da Johnson & Johnson

Ao terminar o curso de relações internacionais na Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Minas Gerais em 2008, Bernardo Vilhena, de 23 anos, tinha uma certeza inabalável: atuaria na área assim que ingressasse numa grande empresa. Mas no ano passado, quando se tornou trainee do Grupo Pão de Açúcar, ele começou a questionar sua convicção. As dúvidas surgiram graças aos conselhos que recebeu de um coach contratado pela empresa para acompanhar os trainees ao longo de um ano. “Depois de ter passado por diferentes departamentos, eu consegui perceber que, apesar da minha formação, tenho mais afinidades com a área imobiliária do que com a de relações internacionais”, diz Bernardo.

“Essa mudança drástica nunca teria acontecido se eu não tivesse um coach para ajudar a traçar o meu perfil.” Antes restrito a profissionais de alto nível hierárquico, os programas de coaching — em que um orientador com experiência corporativa ajuda um profissional a desenvolver novas habilidades, solucionar problemas comportamentais e até a reavaliar o plano de carreira — começam a ser direcionados para jovens que estão ingressando no mercado.

Empresas como a rede varejista Pão de Açúcar, a fabricante de produtos de higiene Johnson & Johnson e a produtora de papéis Klabin já incorporaram a prática em seus programas de trainee. “Havia a necessidade de a companhia ajudar os jovens a amadurecer emocionalmente para que estivessem bem preparados no momento de assumir um cargo gerencial”, diz Maíra Habimorad, consultora do Grupo DMRH, responsável pelo coaching da Johnson & Johnson. Estimular o autoconhecimento e barrar a ansiedade são os principais objetivos dos programas de orientação voltados a jovens talentos.

Com pouca idade e baixa vivência corporativa, essa turma se desenvolve mais rápido quando é acompanhada de perto por um mentor que entende de mercado e tem sensibilidade para radiografar as angústias que apavoram quem está começando. “Na maioria das vezes, o jovem que entra numa empresa não sabe como lidar com a hierarquia e fica muito ansioso diante das escolhas a fazer. O coaching auxilia nesse processo de crescimento profissional”, diz Rudney Pereira Júnior, gerente da Foco Talentos, consultoria de RH, de São Paulo. Ter o acompanhamento de um coach logo no início da jornada profissional também diminui as chances de errar na hora de fazer o planejamento de carreira (e de vida).

A consultora Vicky Bloch, pioneira do coaching no Brasil, explica: “Esse tipo de orientação ajuda o jovem a entender quais são as metas pessoais e profissionais e a ver o que o motiva em um ambiente novo”. Exatamente por causa dessa avaliação de objetivos, a publicitária paulistana Gabriela Massan, de 22 anos, trainee da Johnson & Johnson, conseguiu se sentir segura sobre suas decisões. “Fiquei mais tranquila ao escolher minha alocação em marketing depois de ter feito sessões com meu coach, que conhece os caminhos de mercado e me ajuda a entender exatamente quais são, neste momento, os objetivos que quero atingir”, diz ela.

Além de benefícios para os profissionais, os programas de coaching também trazem ganhos altos para as empresas. “As companhias que se dedicam a treinar seus talentos desde cedo formam lideranças que, no futuro, vão fazer a diferença”, diz Vicky Bloch.
Você paga Se você trabalha numa empresa que não tem programa de coaching para jovens, há a opção de contratar um orientador particular. Custa caro, principalmente para quem está no início de carreira. A consultoria DMRH tem um programa com duração de 10 sessões que custa entre 2 800 reais e 4 000 reais.

MITOS DO COACHING

É preciso estar alerta na hora de escolher um coach. “Há muitos profissionais mal preparados no mercado” diz a consultora Vicky Bloch, que lista abaixo, com o consultor João Mendes de Almeida, alguns dos principais mitos do coaching.

1- Qualquer um pode ser coach?

Para ser coach, o profissional deve possuir experiência em gestão de pessoas, vivência em empresas e senioridade (pessoas muito jovens ainda não têm maturidade e experiência para orientar o desenvolvimento de outras).

2- Método pra quê?

O processo de coaching é diferente do feedback do dia a dia: não pode ser conduzido informalmente. É necessário método, foco, prazo e base conceitual para atingir o objetivo.

3- Só para problemáticos?

Não é preciso estar com um problema para contratar um coach. Em casos de promoção, por exemplo, o processo de coaching é essencial para que o funcionário reveja suas competências e seu papel na empresa.

4- É milagroso!

O coach sozinho não resolve os problemas de um profissional. Sem o comprometimento da empresa e de quem recebe a orientação, não há desenvolvimento de carreira.

5- Coaching é terapêutico?

O foco do coaching são as atividades profissionais, e não pessoais. O coach leva em conta a história pessoal, a personalidade, o conhecimento e as perspectivas de futuro para que, no final do processo, o profissional desenvolva sua carreira.



O que é coaching e o quanto ele pode te ajudar?


A medida que o tempo passa, novas fórmulas vão sendo criadas para atingir o sucesso, seja ele profissional ou pessoal. O Ecaderno já falou sobre o Marketing de Experiência com a professora Paula Quintão, uma atividade que vem ganhando força em Juiz de Fora e no Brasil, já falou sobre a boa e velha oratória e seus poderes profissionais e agora é hora de mais uma vez olhar para o que vem surgindo como nova técnica para o sucesso profissional: O Coaching.

Para começarmos a entender o que é Coaching, Erick Barcelos, representante da técnica aqui em Juiz de Fora, nos explica que Coaching é um processo que visa aumentar a performance de um indivíduo (grupo ou empresa), aumentando os resultados positivos, através de metodologias, ferramenteas e técnicas conduzidas por um profissional (o Coach ) em uma parceria com o cliente (o coachee ).

E a gente que achava que coach era o técnico dos times europeus. E não deixa de ser, afinal o técnico de um time também visa potencializar o nível de resultados positivos, do caminho mais semelhante ao cliente. Daí as semelhanças.

Porém, quando o Ecaderno pergunta a Erick qual a diferença de Coaching para consultoria, o coach nos responde: “Consultores tendem a fornecer conselhos falando o que se deve ou não ser feito, ao passo que o Coach ajuda o cliente a descobrir suas próprias soluções.” Interessante para quem procura uma independência, e não quer ficar dependente de um consultor, afinal o trabalho do especialista é sazonal e de acordo com a demanda do cliente.

Como não poderia deixar de ter, o Ecaderno perguntou à Barcelos qual a aplicabilidade do Coaching em épocas de crise. O especialista nos disse que o serviço busca processos de mudanças ou transformações, circunstância muito parecida com a crise. “O Coaching leva à análise e resolução de problemas e tomada de decisão. Novas possibilidades através de técnicas e ferramentas que promovem foco, ação, resultado e melhoria constante.” Finaliza Erick Barcelos




O que posso ganhar com o Coaching?

O maior benefício do Coaching é o aumento de resultados positivos nas díversas áreas de sua vida.

O aumento de performance, gerado pelo processo de Coaching, eleva o nível de resultados, gerando mais realizações, satisfação pessoal e profissional, equilíbrio interno e melhor qualidade de vida.

Com o Coaching, veja o aumento da sua performance nos tópicos abaixo:

Felicidade e Resultados
Qualidade de Vida
Saúde e diminuição do Stress
Relacionamentos e Comunicação
Auto-Conhecimento
Prosperidade
Planejamento
Emoções
Habilidades
Quando devo procurar um Coaching?
Se você sente que seu desempenho não está sendo o que gostaria que fosse, ou se a desmotivação o impede de alcançar seus sonhos e desejos, então veja abaixo alguns dos motivos que o tornam um cliente com grande potencial de resultados:

Se você deseja romper algum limite pessoal
Se você deseja melhorar seus relacionamentos
Se você deseja ampliar as suas realizações profissionais
Se você deseja mudar de carreira
Se você deseja melhorar qualidade de vida
Se você deseja iniciar um novo negócio
Se você deseja obter mais realizações profissionais
Se você deseja ganhar mais dinheiro.


"Nos programas de coaching, que podem ser em grupo ou individuais, o papel dos “coach” é mostrar aos profissionais o caminho para superar suas limitações e atingir um nível satisfatório de sucesso em suas vidas profissionais e pessoais."
“Todo campeão do mundo tem um ‘coach’”, lembra o americano Jay Conrad Levinson, um especialista em “coaching”. Em seus artigos, Levinson costuma lembrar que todos os atletas profissionais, atores famosos e CEOs de grandes companhias contaram com a ajuda de um “coach”.




Poder de persuasão: coach explica como desenvolver essa competência

Por Karin Sato - InfoMoney
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Profissionais querem sabem como suas opiniões podem ser levadas a sério, de forma a aliviar frustrações diárias.

Alguns já nasceram com essa competência. Sem empreender muita energia e esforço, conseguem tudo o que desejam. É de se esperar que suas vidas sejam mais fáceis também. O poder da persuasão, que tem muito a ver com a neurolinguística, é tema dos livros mais vendidos no País na atualidade. As pessoas querem que suas opiniões sejam levadas a sério, de forma a aliviar suas frustrações diárias.

"Não é apenas no mundo corporativo que saber persuadir é fundamental. A persuasão traz resultados também na vida pessoal. Quem possui o poder da persuasão se relaciona melhor com as pessoas e isso ocasiona bem-estar", afirma o presidente da Sociedade Latino Americana de Coaching, Sulivan França.

Segundo ele, a capacidade de persuasão é essencial para publicitários, médicos, profissionais de Recursos Humanos, vendedores, advogados, coachs, consultores, entre outras atividades.

Dá para desenvolver?

Perante a dificuldade de fazer valer suas ideias sem causar questionamentos e aversões na equipe, a maioria dos profissionais que se sentem frustrados se pergunta: dá para desenvolver o poder da persuasão? Eu posso mudar meu jeito de me relacionar com colegas de trabalho e superiores? Como isso é possível?

França diz que as pessoas não só podem desenvolver a persuasão como devem. "Aqueles com capacidade de persuadir conseguem criar um ambiente harmonioso em torno de si", garante.

"Por outro lado, quem não tem essa competência costuma ser visto como antipático. Determinadas pessoas simplesmente não são agradáveis. Mas não se trata de antipatia, elas apenas não conseguem persuadir os demais. Este é um traço comum entre profissionais que trabalham mais com a lógica do que com a inteligência emocional. Há ainda aqueles que são inflexíveis e intolerantes".

A persuasão e o carisma

Para quem está decidido a se aprimorar, saiba que a persuasão está atrelada à capacidade de compreender o próximo. "É preciso entender as demandas alheias e se permitir a ajudar. Trata-se de uma capacidade relacionada ao carisma e à compreensão do mapa mental das pessoas com quem se convive".

Como saber se alguém tem o poder da persuasão? É simples. Geralmente, quem tem esse poder interage com os demais de forma diferenciada, sendo influente e carismático, na maioria das vezes sem precisar se esforçar para tal.

Carisma, para quem não sabe, é justamente aquele dom que tem tudo a ver com flexibilidade e capacidade de escutar. Não de ouvir, mas de escutar. "Pessoas com poder de persuasão gostam de escutar, ou seja, elas não apenas ouvem o que os demais têm a dizer como também permanecem o tempo todo atentas aos sinais que a face, a expressão corporal e a forma de se comunicar transmitem", afirma.

Quando chegamos a este tópico, muitos se perguntam: dá para persuadir o interlocutor se a conversa ocorrer por telefone e não for presencial? "Sim", responde o coach. "Por meio do ritmo de voz, da forma como se comunica, do tópico da conversa que é enfatizado sutilmente...", explica.

Persuasão em apresentações

Outra dúvida que pode surgir é: "Se tenho de escutar as pessoas mais do que falar, como devo agir durante uma apresentação?".

Durante apresentações de produtos ou projetos, França recomenda a brevidade. "Seja sucinto, faça uma apresentação de três minutos e depois deixe as pessoas fazerem perguntas. Dentro desta tática, é importante terminar raciocínios com frases abertas, como "Do que você mais gostou a respeito deste projeto?", que dão abertura para a conversa continuar".

O que impede a persuasão?

O que pode impedir a persuasão logo de cara é a abordagem de uma crença, por exemplo. Ser flexível e tolerante sempre é a regra número um. "Se um cliente fala de um valor cuja importância para ele é perceptível, é possível mostrar outro ponto de vista, mas de forma sutil e sempre respeitando diferentes opiniões".

Outra dica na hora de persuadir diz respeito à expressão corporal. No momento da conversa, analise o interlocutor e procure ficar em posições parecidas com a dele. Logo, se as pernas estão cruzadas, cruze as pernas também.

França finaliza lembrando que, em um mundo profissional competitivo, existem pessoas boas, ótimas e excelentes. As boas têm pouco conteúdo, mas sabem persuadir. As ótimas têm conteúdo, mas não sabem persuadir. Já os profissionais em estado de excelência têm tudo ao seu alcance: conteúdo e poder de persuasão.


Empresas Menores Se Unem Para Dividir Custos De “Coaching”
Fonte: Valor Econômico – SP – Carreira

Ivana Moreira

João Marcos Rosa / Agência Nitro

Marques, dono da Mozaik, que tem 12 funcionários, diz que sem dividir despesas não poderia bancar o treinamento

Recentemente, todos os funcionários da Mozaik deixaram suas funções na fábrica para passar o dia num hotel em Belo Horizonte, imersos num programa de desenvolvimento de habilidades. Participar desse tipo de atividade é prática costumeira em grandes companhias. Mas não na Mozaik, uma pequena fábrica de artefatos em metal para decoração, com apenas 12 empregados.

O que era privilégio de grandes empresas começa a ser absorvido também nos pequenos negócios. Apesar das restrições orçamentárias, essas empresas estão encontrando alternativas para também se beneficiarem das modernas técnicas de treinamento e desenvolvimento de pessoal, como o “coaching”, que surgiu na década de 90 nos Estados Unidos e vem ganhando terreno em todo o mundo.

Guilherme Maranhão / Valor

Mary Nicoliello diz que a demanda individual por “coaching” está crescendo

Na Mozaik, a saída foi dividir o custo do dia de treinamento com outra pequena empresa. O “jogo da superação”, realizado pela Central do Conhecimento, de São Paulo, foi feito em parceria com 12 funcionários da Inter Club, uma agência de turismo especializada em programas de intercâmbio.

Rachando a fatura, cada empresa pagou apenas R$ 2 mil pelo dia de treinamento. “Numa empresa pequena, cada despesa tem de ser muito bem pensada”, diz o dono da Mozaik, Rogério Marques. “Se tivesse de bancar o custo sozinho talvez não proporcionasse esse treinamento para os meus funcionários.” Depois da experiência, o empresário acha que além de mais econômico, o programa em parceria, acabou sendo mais enriquecedor ao unir profissionais de dois setores distintos, indústria e prestação de serviços.

O empresário mineiro conta que, para sua empresa, os resultados do programa de “coaching” foram maiores do que imaginava. A equipe de 12 funcionários contava com profissionais de nível superior, como designers, e operários com formação básica. “Era complicado estabelecer o espírito de equipe.”

No “jogo da superação”, todas as situações típicas da rotina empresarial foram simuladas. Mas os participantes assumiram funções diferentes da que ocupam na vida real. Subordinados viraram chefes e vice-versa. Supervisores passaram a diretores. “Foi uma inversão total de papéis e isso é muito revelador, inclusive para as próprias pessoas, que se soltam mais do que no ambiente de trabalho”, conta Marques. “Foi um ganho real para todos.”

Durante o programa, o empresário teve oportunidade de refletir sobre o funcionamento de sua empresa e percebeu que precisa mudar toda a dinâmica de recursos humanos. “Criamos uma política de cargos e salários mais eficiente, promovemos pessoas que mostraram habilidades que não conseguíamos perceber antes daquele dia.”

Diretora da Central do Conhecimento e especialista em coaching, Mary Nicoliello, diz que tem sido cada vez mais procurada por pequenas empresas. “Os donos de pequenos negócios pensam que programas desse tipo têm custo incompatível com seus orçamentos mas não é verdade”, afirma. “É possível modelar programas compatíveis com as necessidades das empresas.”

De acordo com Mary, o principal objetivo desses programas é trabalhar “os músculos comportamentais” dos profissionais. Especialistas em “coaching” acreditam que o sucesso na carreira- e na vida- depende mais de como as pessoas administram seus estados emocionais do que conhecimento técnico. “Conhecimento técnico é 15%”, resume Mary.

Nos programas de coaching, que podem ser em grupo ou individuais, o papel dos “coach” é mostrar aos profissionais o caminho para superar suas limitações e atingir um nível satisfatório de sucesso em suas vidas profissionais e pessoais.

“Todo campeão do mundo tem um ‘coach’”, lembra o americano Jay Conrad Levinson, um especialista em “coaching”. Em seus artigos, Levinson costuma lembrar que todos os atletas profissionais, atores famosos e CEOs de grandes companhias contaram com a ajuda de um “coach”.

Segundo a diretora da Central do Conhecimento, depois de passar por programas de “coaching”, os profissionais conseguem enxergar com mais facilidade como suas crenças e atitudes comportamentais influenciam seu desenvolvimento no trabalho, definindo o sucesso ou o fracasso.

Além do crescimento da demanda de programas para pequenas empresas, a psicóloga conta que está crescendo também a procura por “coaching” pessoal, programa individual realizado numa seqüência de encontros entre o cliente e o “coach”. “As pessoas estão percebendo que é preciso investir no próprio desenvolvimento.”